Meu coração é BU

Fobia Social

9 comentários :
                       FOBIA SOCIAL É COISA SÉRIA.

Olá!!!

Eu sempre tive vontade de falar sobre fobia social, pois é algo que me acompanha desde  a minha infância e sofri muito na escola sempre tentando me esconder dos professores. Por causa da fobia sou auto ditada, aprendi muito  sou um pessoa bem informada, faço muitas atividades mas aprendi tudo sozinha para não ter contato com as pessoas.
A fobia sempre me prejudicou muito em tudo e até hoje sofro com isso.
Eu deixei de fazer tudo o que eu sempre quis fazer como estudar, fazer cursos, ter amigos, sair  em companhia de três ou mais pessoas e isso para mim não dá nunca consegui. Não gosto de receber vistas na minha casa e muito menos de ir fazer visita na casa dos outros. Não vou festas em casa de ninguém, nem faço na minha. Evito ao máximo tirar fotos com a família.
Tomei remédios por muito tempo, passei uns anos sem tomar e voltei a tomar novamente a uns cinco anos, mais para mim nada mudou, eu ainda prefiro me manter longe de tudo que me deixa aflita e incomodada. Meu contato com as pessoas é o mínimo possível, na igreja entro assisto ao culto e saio evito participar das atividades. Eu não tive convívio com os meus país os perdi muito cedo, nem sofri bullyng na infância,




No facebook tenho 670 amigos, e na vida real nem um, eu nunca consegui fazer amigos, as pessoas até que tentam  se achegar eu sei que a falha é minha, eu não consigo ter  o mesmo convívio com as pessoas que as pessoas "normais" tem e na verdade me sinto muito incomodada.  O computador para mim  foi assim, um despertar
quando comprei meu primeiro computador em 2000 e  vi que eu poderia me comunicar com as pessoas sem precisar ver elas, sem ter nenhum contato físico  foi libertador eu  consigo me relacionar muito bem com as pessoas através do pc, mais só assim.
Por isso resolvi falar um pouco da fobia e assim fazer algumas pessoas saberem como é delicado o contato físico para quem tem essa doença.
Eu queria muito poder ter uma vida normal,  viver como todo mundo mais é muito difícil para mim, tenho tantos sonhos tantas coisas que eu queria fazer tantos cursos Para terem uma ideia,  só em estar contando isso a vocês me bate uma angustia muito grande, um dor profunda e uma vontade enorme de chorar, pois sei que a vida tá passando e eu escondida aqui.

O texto abaixo foi tirado da net.

A fobia Social é:
É o excesso de ansiedade ou medo persistente de situações nas quais se acredita que se possa ser avaliado enquanto desempenha alguma tarefa comum, como por exemplo, comer, escrever, falar, entre outras coisas, a ponto de impedir de executar ou dificultar grandemente a realização dessa atividade. Há a crença de que se possa comportar de maneira humilhante ou vergonhosa.
Para se fazer o diagnóstico de fobia social é necessário que a pessoa apresente uma forte sensação de ansiedade ou desconforto sempre que exposta a determinadas circunstâncias. Por exemplo, sempre que for falar algo em frente a um grupo (mesmo que de conhecidos ou amigos) a pessoa sente muita ansiedade, sendo de tal forma intensa que pode até parecer uma crise de pânico.
É natural sentir-se acanhado ou incomodado quando se é observado. Todos nós somos um pouco tímidos, ansiosos e inseguros em certos ambientes e diante de estranhos ou pessoas que acabamos de conhecer. Esse grau de timidez varia de pessoa para pessoa de acordo com a situação. Embora seja normal ficarmos pouco à vontade nessas ocasiões, a tendência é de vencermos a inibição inicial e irmos nos familiarizando com a situação e entrosando com as pessoas. Alguns não conseguem isso, evitam certas situações a todo custo. 

Desse modo, passa-se a considerar essa vergonha ou timidez como patológicas a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como deixar de dar sua opinião sempre que se está em grupo, isolar-se socialmente, repetir uma disciplina, abandonar a faculdade, pois há como quesito final uma apresentação pública.     
Sendo assim, a intensidade da ansiedade nas pessoas com fobia social é desproporcional ao nervosismo que a mesma situação surtiria em outras pessoas sem esse diagnóstico. Em função disso, elas se apavoram só de pensar em determinadas situações e por isso passam a se esquivar delas podendo sofrer perdas pessoais e profissionais, chegando ao extremo de evitar qualquer contato social.


Sintoma.
Não há sintomas específicos de fobia social; como qualquer transtorno de ansiedade os sintomas são aqueles típicos de qualquer manifestação de ansiedade. O que caracteriza particularmente esse transtorno é o desencadeamento dos sintomas de ansiedade sempre que o fóbico social é exposto à observação de outros (e portanto sente-se julgado) enquanto executa uma atividade.
As reações mais observadas são:
taquicardia,
tremores,
sudorese,
boca seca,
sensação de bolo na garganta,
dificuldade para falar,
ondas de calor,
rubor,
dor de barriga,
diarreia,
vontade de fazer xixi,
tonteiras,
falta de ar,
mãos geladas,
ataque de pânico.

Diante da exposição, a pessoa com fobia social terá vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes, ou ainda buscará evitar essa situação como puder. Há também a preocupação por antecipação com as situações onde estará sob a apreciação alheia, despertando a ansiedade antecipatória, resultando em sofrimento de até dias antes do evento, podendo influenciar o sono, a concentração, o humor e o apetite.
A pessoa reconhece que o medo é irracional, ou seja, a autocrítica está presente, no entanto sempre que ela pensa ou entra em contato com a situação fóbica, ela não consegue evitar sentir-se muito incomodada e ansiosa. O que faz com que isso aconteça é a intensidade de pensamentos negativos e a avaliação negativa frente a si mesma. A pessoa só percebe as dicas de não aceitação do ambiente. Exemplo: um fóbico social foi a uma festa de aniversário e, no dia seguinte, lembra-se de todas as pessoas que não o cumprimentaram, do aniversariante que mal falou com ele, das pessoas com quem tentou conversar, mas deixaram o assunto morrer. Nunca se lembra, porém, daquelas que o abraçaram, sorriram e ficaram felizes por ele ter ido à festa.
Sendo assim não é necessariamente a situação que é ameaçadora ou ruim, mas a interpretação ou percepção que se faz dela. É como se a fobia social criasse um filtro que provocasse um desvio de memória e atenção que só o deixasse perceber as situações negativas que reforçam suas crenças disfuncionais (negativas) frente a si mesmo, aos outros e ao mundo. Isso é comum nas pessoas ansiosas, uma vez que elas só percebem o que está dando errado, os revezes, e nada do que está dando certo.


Surgimento e causas
A fobia social pode surgir em qualquer época da vida: infância, adolescência, fase adulta ou velhice.
As causas mais comuns são:
Pais tímidos ou fóbicos sócias, os quais além da contribuição genética, “ensinam” seus filhos a pensarem a agirem como eles, perpetuando essa maneira de ser/agir;
A falta do treinamento ou do desenvolvimento das habilidades sociais, acarretando em sérias dificuldades nas situações sociais;
Bullying - Crianças provocadas e maltratadas pelos colegas de escola, que vivenciam experiências marcantes de rejeição e sofrimento no relacionamento interpessoal, são mais suscetíveis ao aparecimento da fobia social. Na verdade, a provocação entre crianças é um caminho de duas mãos: tanto a criança mais tímida e fóbica social é vítima fácil dos gozadores de plantão, quanto à vitimização faz com que a criança torne-se mais tímida e fóbica social.
Alguma situação constrangedora ou humilhação que a pessoa tenha passado e que desencadeie um medo de vivenciar essa situação novamente (como se fosse um trauma).


Tratamento
O tratamento da fobia social é realizado basicamente de duas maneiras: com medicamentos e psicoterapia.
Dentro do tratamento medicamentoso, são utilizados os tranquilizantes ou ansiolíticos no intuito de diminuir o tremor, a taquicardia e a sudorese. No entanto, como esses medicamentos não são indicados para uso estendido em função de poderem causar dependência, os antidepressivos também são muito utilizados para os mesmos objetivos, além de melhorarem a disposição, o humor e juntamente com a terapia a maneira negativa de “enxergar” as situações.
Muitas vezes os medicamentos são combinados para se potencializarem e após algum tempo, pode-se suprimir o uso de um deles e manter o outro (ex. como o ansiolítico tem uma resposta mais rápida do que o antidepressivo, pode-se manter os dois juntos por certo período e após o início terapêutico do antidepressivo, suprimir o ansiolítico ou somente utilizá-lo em situações específicas e isoladas).
Quanto ao tratamento psicoterapêutico, o mais indicado é a terapia cognitivo-comportamental. Para o caso das fobias sociais, as psicoterapias analíticas têm pouco ou nenhum resultado, pois além de elas serem menos focadas e estruturadas, demorando mais a demostrar ou proporcionar os ganhos do processo ao paciente, também geralmente focam-se em pesquisar a origem dos sintomas. Na fobia social, é muito comum que os paciente saibam de onde vêm seus sintomas, no entanto nesses casos (assim como em muitos outros) descobrir a origem dos mesmos, não cessa seu aparecimento. No tratamento cognitivo-comportamental da fobia social o foco é o presente e o futuro e o objetivo é mudar o comportamento fóbico.
Uma das metodologias utilizadas é a da exposição, na qual o paciente é encorajado e exposto às situações que teme de maneira gradual, crescente e controlada, no intuito de desenssibiliza-lo ao estímulo fóbico. Há também o treino das habilidades sociais, no qual o paciente desenvolverá um repertório maior de habilidades, nas quais muitas vezes não teve oportunidade de aprender ou desenvolver quando criança ou adolescente. Inclui-se aqui a expressão adequada das emoções, conhecida como treino de autoafirmação ou de assertividade. Com o tempo o paciente passa a viver a situação fóbica como outra pessoa qualquer.
As pessoas que sofrem de fobia social são em geral bastante ansiosas. Os sintomas desta fobia (medo) se manifestam apenas quando o indivíduo tem que se relacionar com pessoas.

Os indivíduos com fobia social:
Acreditam que suas ações são sempre inadequadas e preocupam-se de modo exagerado com seu desempenho;
Preocupam-se muito com a possibilidade de sua ansiedade tornar-se evidente;
Tem a sudorese aumentada;
Ficam com a face ruborizada;
Podem vomitar em situações de stress;
Demonstram tremor nos membros superiores se inferiores assim como a voz torna- se trêmula;
Perdem facilmente a linha de pensamento;
São incapazes de achar as palavras adequadas para se expressar;
A  timidez natural pode se tornar em fobia social posteriormente e quando não tratada representará um fator limitante na vida pessoal e profissional.

Você poderá ver mais  sobre o assunto  nos links abaixo:
:
http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/fobiasocial.html
http://www.timidez-ansiedade.com/art/fobia-soc/a-10-fobia-social-diagdif.htm
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=75

Se você conhece alguém que seja vitima da fobia social, seja compreensivo e não a coloque em situações que para ela é muito difícil..

Bem amigas espero que gostem do post.
Um beijo grande no coração de vocês.
 

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